algumas palavras mais sobre capoeira
Mestre Leopoldina em Practicando Capoeira, Ano II, N°18, p. 14
"Eu gostaria de deixar uma mensagem para os capoeiristas: (meu mestre) Quinzinho nunca tocou o pé em mim; Artur Emídio nunca tocou o pé em mim e eu também sigo essa regra; nunca toco o pé em ninguém. Capoeirista para ser bom não precisa bater, só encostar o pé já mostrou que podia bater. Numa roda de capoeiraé muito fácil identificar quem é o melhor. Não é necessário que ninquém bata em ninguém. É muito importante que os capoeiristats se conscientizem disso."
Marco Carvalho, Feijoada no Paraíso, a saga de Besouro, o capoeira, Rio de Janeiro 2002.
p.24 - tio Alípio
"A capoeira é arte do dono do corpo e de outros tantos. Pois se não. O que come primeiro, o ardiloso, é o que não é nem nunca foi aquele o pé redondo, o redemundo, o não falado, o tristonho, não. Capoeira é de todos e de deus. Mundo e gentes muitas têm mandinga, corpo tem poesia, passaro tem bico. Capoeira tem axé. Meu pai e meu mestre me ensinou. E isto não é pouca coisa. Mas mel não conhece flor nem reconhece abelha. O que me ensinou capoeira conhecia."
p. 31/32 - Apelido
"E os apelidos são tanto assim um resumo como, às vezes, só o começo da história daquele um que atende por aquele nome carinhoso, engraçado ou esquisito. Mas já põem um respeito, dão uma medida, um sinal. É nome conquistado com esforço ou por merecimento, não é coisa herdada não. è mais. Não é sobrenome. Sei de muitos casos. Ter apelido é muitas vezes melhor do que ter só o nome, porque se ninguém não assina apelido em papel de escritura nem em cartório, nem quando os morcegos procuram, é só porque aí, pelas conveniências, a gente só se sabe pelo nome, como cidadão de respeito, mas quando é preciso mesmo, quando as coisas ficam quentes e os morcegos vêm com a cavalaria, a gente só se reconhece pelo escorregadio dos apelidos."

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